Na verdade, isso aqui é quase um repost. De qualquer forma, acho importante falar sobre essas coisas mais uma (ou duas) vezes. Trata-se da velha questão: O que fazer para melhorar meu inglês? Essa é uma pergunta que sobrevoa as cabeças daqueles alunos que sempre vão e voltam para a escola de inglês, especialmente os de nível pré-intermediário e intermediário.
A questão é que alunos com esse perfil geralmente parecem atingir um teto, um limite que não conseguem ultrapassar. E, pra ser sincero, dependendo de suas razões para estudar inglês, muitas vezes um nível intermediário (B1 ou B2 pelo Common European Framework) é suficiente. No entanto, talvez a maioria das pessoas que procuram uma escola de línguas precisam ou desejam mais do que isso.
Em geral, alcançar um nível pré-intermediário não é difícil. A maioria das pessoas teve algum contato com a língua inglesa na escola, assiste a filmes, tem acesso à internet, etc. E tudo isso vai ajudar aquele ou aquela que está estudando a partir do nível básico. Agora, se você quer ir além disso, precisa estar preparado para um grau de comprometimento maior. Então, vamos agora ao que de fato é o assunto desse post.
Usando Vídeos
Assistir filmes, desenhos, seriados, telejornais, programas de culinária, documentários, clipes de músicas, reality shows, enfim, qualquer coisa que envolva som e vídeo, em inglês é uma das maneiras mais eficientes de aprimorar o seu domínio da língua, principalmente no que diz respeito ao listening e ao speaking. Mas se você se enquadra na categoria dos alunos pré-intermediário que se sentem "agarrados", talvez você precise estruturar melhor a maneira como trabalha com essa ferramenta.
Não tenha pressa de terminar nada! Saboreie cada segundo do vídeo prestando atenção especial a estruturas que são: a. difíceis (tempos verbais como o Present Perfect, phrasal verbs, e preposições, por exemplo); ou b. estranhas (quando você se assustar com uma frase por ela ser tão diferente do que você diria). Nas duas situações citadas acima você deve interromper o vídeo e dedicar toda a sua atenção a entender o porquê daquela estrutura estar sendo usada e o como ela é colocada dentro de uma frase. É interessante também você buscar outros exemplos daquela mesma estrutura usando dicionários, seus livros de inglês ou a internet. Quanto mais contato com uma determinada estrutura você tiver, mais à vontade para usá-la você se sentirá.
Usando Livros
Livros, revistas, internet, qualquer material escrito... A dica é a mesma que dei acima quando falava de vídeos: atenção ao que é difícil ou estranho. A atitude também deve ser a mesma: interrompa a leitura assim que algo surgir para voltar sua atenção á a estrutura a ser estudada. A vantagem aqui é que trabalhar com o material escrito é mais fácil pois ele está paradinho na frente dos seus olhos para que você o analise.
Lembre-se que para se desenvolver, você precisa de um contato intenso com a língua. Compare seu domínio do português com o do inglês. Quantos anos você passou se expondo ao português? Quantas horas por dia? Quantos dias por semana? Agora responda com toda a sinceridade: você realmente acha que conseguirá ter um domínio do inglês pelo menos próximo ao domínio que tem do português somente assistindo a aulas 2 vezes por semana e fazendo homework?
Bom, por hoje é só. Enjoy!
Resolvi criar esse blog para ter um espaço de troca de idéias e experiências com meus alunos ou qualquer outra pessoa que esteja estudando inglês. Everybody is welcome. Tô aceitando de tudo, viu? Sugestões, críticas, desabafos... sharing is caring! Na barra lateral da direita, você vai ver uma sessão chamada HIT THE TOPIC (Clique no Assunto), onde você pode escolher sobre o que quer ler. bruno79guima@gmail.com
Pense nisso:
Estranho é igual sabonete: quanto mais você usa, menor ele fica.
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terça-feira, 11 de setembro de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
How?
Talvez eu devesse guardar essa idéia para uso futuro ou talvez eu devesse vendê-la. Ou talvez ela não seja tão boa assim. De qualquer forma, vai lá.
Depois dessa quase década e meia dando aula de inglês, eu cheguei à conclusão de que todas as escolas de inglês estão fazendo tudo errado. Como esse blog é direcionado aos alunos e não aos proprietários de escolas de inglês, eu posso dizer que todos os alunos também, a partir do momento em que se matriculam em escolas de inglês, estão comentendo um erro. Porém, no caso dos alunos, é compreensível, pois se eles procuram uma escola de inglês, por definição, eles não sabem a melhor maneira de aprender. Dessa forma, pagam a alguém com mais experiência no assunto para guiá-los (ou pelo menos é assim que a coisa se processa na minha cabeça).
Mas até agora não revelei minha idéia e nem disse por que os alunos e proprietários de escolas de inglês estão equivocados. O lance é o seguinte, as escolas perdem tempo ensinando inglês -- a língua em si, com suas regras e vocabulário -- aos alunos quando, na verdade, deveriam ensinar os alunos a aprender a passar pelo processo. Eu nunca ouvi falar de uma escola que reservasse um momento oficial, dentro do horário que os alunos compram, para falar sobre como aprender, como usar o material disponível, como buscar material alternativo. Vou fazer um parênteses metonímico aqui para dar a Cézar o que é de Cézar: tem alguns livros que colocam umas caixinhas em canto de página tentando dar dicas a esse respeito. Mas no fim das contas, nunca é o momento principal da aula. Fica sendo uma atividade acessória e, muitas vezes, o próprio professor não se identifica com aquilo.
Eu realmente isso que acredito, a partir de minha experiência, não só como professor, mas como aluno, e também como ser humano que tem contato com outras pessoas que aprenderam ou não inglês ao longo de suas vidas. O que nós professores precisamos ensinar é isso. Tentando resumir, é mais ou menos o seguinte, estamos ensinando um "o quê" quando, na verdade, deveríasmos estar ensinando um "como".
Agora, vou falar um pouquinho sobre o como essa idéia foi se processando na minha cabeça. Quem tem mais contato comigo, já deve ter me ouvido dizer que eu acredito muito mais no valor do esforço do que no talento inato (até mesmo questiono se isso existe mesmo). Mas, o problema, é que as pessoas tendem a ver essas palavras que citei (esforço e talento) de uma maneira meio estanque. Esforço parece requerer sofrimento. Mas não é bem isso. Por exemplo, se um cara chegasse para você hoje e pedisse para você aprender a tocar guitarra (caso você toque, imagina uma outra atividade com a qual você não tem contato), você seria capaz de comprometer a fazê-lo? Vamos pensar em alguns grandes guitarristas: Jimi Hendrix, Eric Clapton, sei lá... Pensa em alguém. Esses caras tocam (ou tocavam) muita guitarra por que tinham talento? Ou era por que eles passavam todo seu tempo de vigília tocando? É desse tipo de esforço que eu tô falando. Pensa em outra atividade aí. Qualquer outra coisa. Pensa em quem você sabe que é bom em qualquer coisa. Será que é o cara que nasceu com aquilo mesmo? Eu tenho a sensação de que o que acontece, de fato, é que, muitas vezes até por acidente, a vida dessas pessoas, desde o começo, desde que eles são bebês, vai apresentando situações onde a oportunidade para aprender aquela atividade (ou desenvolver habilidades interessantes para a realização daquelas atividades) prevalece ou, pelo menos, surge com mais frequência na vida dessas pessoas. Isso a gente percebe também pelo fato de que a gente vê gente por aí que são considerados verdadeiros imbecis em determinadas atividades e são verdadeiros gênios em outras. Já ouviram falar de cientistas e intelectuais que não aprendem a dirigir um carro? Já ouviram falar do poeta que não sabe somar ou multiplicar? E aquelas pessoas que são verdadeiros mestres em determinada área técnica, mas não conseguem se relacionar bem com ninguém? Ou o contrário, o cara que se dá bem com todo mundo, mas não consegue seguir um manual de instruções.
Bem, é minha opinião, baseada na minha curta experiência de vida, mas acho que não só para aprender inglês como qualquer outra atividade, a gente precisa é ter contato com a tal atividade (ou com atividades mais simples, porém afins). E, para aqueles que achavam que eu jamais retornaria da minha digressão, é por isso que eu acho que as escolas estão equivocadas. Em vez de ensinar os tempos verbais, os phrasal verbs, onde coloca o at, o in e o on, a gente devia pensar em uma maneira de ensinar o aluno, treiná-lo, a criar as situações para que aquela habilidade tão almejada, no caso, falar inglês, se desenvolva. Deveríamos ensinar o "como".
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Línguas e Neuroplasticidade
Reportagem da Revista Veja do dia 21 de dezembro de 2011.
Interessa a neurocientistas, professores e estudantes de língua estrangeira e seres humanos em geral.
"Até o início dos anos 90, predominou entre os neurologistas a convicção de que o cérebro tinha sua estrutura rigidamente estabelecida já no final da infância. Eles também estavam certos de que cada região cerebral possuía uma função específica, que não poderia ser exercida por nenhuma outra parte do órgão. Por fim, acreditavam que os neurônios, as células nervosas, quando danificados, não podiam ser repostos. Com a ajuda de tecnologias como a ressonância magnética, que permitiu observar diretamente o funcionamento do cérebro, e os microelétrodos, que captam os sinais elétricos emitidos pelos neurônios durante as sinapses, confirmou-se que a forma do tecido cerebral adquirida nos primeiros anos de vida não é definitiva. Novos neurônios continuam a ser criados ao longo da vida e podem regenerar áreas lesionadas.
As consequências da descoberta da plasticidade cerebral são enormes. O fatalismo neurológico que predominou até recentemente sustentava o conceito de que o indivíduo estava, nesse aspecto, fadado a determinado destino. Quem nascia com deficiências ou limitações teria de conviver com elas até o fim da vida. Para a maioria dos adultos, era impossível aprender outra língua com proficiência. A partir disso, naturalmente se pensava que o caráter de um indivíduo era tão rígido quanto o seu cérebro. As pesquisas feitas por Doidge sobre a fisiologia do cérebro mostram uma realidade totalmente diferente: “A plasticidade afeta o cotidiano de cada um de nós – na dor crônica, no aprendizado, nos distúrbios da mente e nos vícios – e enterra qualquer vestígio de determinismo.”
Um exemplo é a tirania da língua materna. A capacidade plástica do cérebro é competitiva – como se uma querra de nervos estivesse ocorrendo o tempo todo dentro do cérebro. Quando alguém para de exercitar uma habilidade mental, o espaço reservado para essa habilidade é repassado a outra que seja praticada com mais frequência. Isso explica a dificuldade enfrentada por um adulto para aprender novas línguas. A tese convencional é que o cérebro adulto é rígido demais para adaptar sua estrutura à língua estrangeira. A visão atual é que o idioma materno domina o mapa linguístico simplesmente porque é o mais usado – ou seja, a condição é reversível em qualquer idade."
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Falar é mais difícil que escrever - Anyone
Quem já foi meu aluno já me viu dizendo isso. Existem 4 habilidade em qualquer língua: falar, escrever, ouvir e ler. Se dividirmos essas 4 habilidades em dois grupos, o primeiro sendo composto por falar e ouvir e o segundo sendo composto por escrever e ler, qual grupo é mais difícil em inglês? E se eu te fizesse a mesma pergunta em relação à sua língua nativa, o português? Qual grupo é o mais difícil?
Vou me arriscar a adivinhar as respostas que você daria a essas duas perguntas.
Em relação ao inglês: você diria que o primeiro grupo, falar e ouvir, é mais difícil que o segundo.
Em relação ao português, sua língua mãe: você diria exatamente o contrário.
Se eu acertei sua resposta, continue lendo o texto. Se eu errei, você é um extraterrestre, mas continue lendo o texto mesmo assim.
Meus amigos, por que isso acontece? Já pararam pra pensar nisso? E, se isso acontece, faz sentido você dizer: "Sabe, teacher, é que eu tenho muita dificuldade em listening."
A questão não é dificuldade, my friends. A questão é treino, é contato, é exposição, é intimidade.
O que aconteceu com o português, sua língua nativa? Você cresceu sendo estimulado a falar em português em casa. E ouvia português sendo falado o tempo inteiro ao seu redor. E quando foi para a escola aprender a escrever, as coisas eram bem diferentes e, muitas vezes, muito menos interessantes. E você não se sentiu tão estimulado a escrever e ler quanto tinha sido estimulado a falar e ouvir.
Com o inglês, é o contrário. Você entrou na escola e começou a ser exposto (isso mesmo, exposto. Pouquíssimas pessoas foram, de fato, ensinados na escola.) ao inglês escrito. E houve alguma pressão para que você escrevesse alguma coisa também. De fato, o mundo ao nosso redor nos bombardeia com palavras em inglês escritas ou pronunciadas erroneamente. Não é verdade? Quando somos expostos ao inglês falado? Quando assistimos a um filme. É, isso é verdade. Mas quantas horas da sua semana você gasta assistindo filmes? Bem poucas comparado ao tanto de horas que você está fazendo qualquer outra coisa. Música? Digo o mesmo, com um agravante: não precisamos entender o que diz a letra de uma música para curtir o som que ela produz.
Então, Onde eu quero chegar com todo esse blablablá???
Quero dizer pra vocês que está na mão de vocês inverter essa balança. Se a sua dificuldade é ouvir e falar é justamente aí que você tem que dedicar mais tempo, mais energia.
Mas como? Esse assunto para outro post.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Simple Present - Anyone
Vamos falar de uma coisa simples: Simple Present.
Quando usamos: para falar de atividades regulares e/ou permanentes.
Fórmula:
- Subject + verb (no simple present)
Note:
- Para 3a pessoa do singular (he, she, it), o verbo flexiona (em geral, acrescentamos o "s" ao verbo).
- Verbos auxiliares: do/does (usados em negativas, interrogativas e short answers)
- Advérbios de tempos são bem comuns nesse tempo verbal: always, usually, sometimes, rarely, never...
Sample Senteces:
- Affirmative
I study English every day.
My sister lives in Las Vegas. She works for Universal Studios.
George watches TV in the evening.
I always read a book in the evening.
- Negative
I don't like waking up early.
My father doesn't live in an apartment.
Tony doesn't speak Japanese.
I never drink beer on Mondays.
- Interrogative
A: Do you study English every day?
B: Yes, I do. I study English every day.
-----------------------------------------
A: Does Sheila live in San Francisco?
B: Yes, she does. She lives in San Francisco.
-----------------------------------------------
A: Does your mother drive?
B: No, she doesn't. She doesn't drive. She usually takes a bus.
---------------------------------------------------------------
A: Do you usually go out on Friday nights?
B: No, I don't. I don't usually go out on Friday nights. I usually stay home.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
terça-feira, 6 de julho de 2010
I love U - anyone
Sou só eu ou é meio confuso soletrar em inglês? Bom, eu tenho uma dica. Às vezes, a gente não lembra como dizer o nome da letra, em especial as vogais, mas há frases e expressões que nos ajudam.
A - como pronuncia ABC em inglês?
E - pensa nisso: E-mail (mas não pode falar como paulista, pois eles dizem "ê-mail", aí não dá certo.)
I - I love U
U - I love U2
Y - Why? ou então lembra do pessoal da minha terra: uai, sô?!
Ah, e lembrem-se, enquanto em português a gente costuma dizer "Como é que escreve?" em inglês se diz "How do you spell that?"
nota: esses dias um aluno me disse que o "uai, sô" do mineiro é uma corruptela (uma transformação/deformação pelo uso) do "Why, sir?" do inglês. Não sei se é verdade, mas a história é boa pra contar em boteco.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
Moe's Tavern - Anyone
Em filmes em inglês, você já deve ter visto um bar ou um restaurante cujo nome tinha um "apóstrofe s". Como no desenho dos Simpsons. Tem um personagem que chama Moe. E ele é dono de bar. Como chama o bar do Moe?
Moe's!
Esse "apóstrofe s" não é uma contração do verb to be. Ele indica posse. Veja:
The Genitive Case
Use a noun and 's to indicate possession.
- That's Jack's laptop.
(That's his laptop.)
Attention: In the sentence above, the first 's is the contracted form of verb to be. Pay attention to the sentence structure to notice if you have verb to be or the genitive case. A genitive case structure can always be replaced by a possessive adjective.
- My father's car's a Honda.
(His car's a Honda.)
- My girlfriend's hair smells like roses.
(Her hair smells like roses.)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
What's going on? - Anyone
Às vezes a gente fica sem saber se deve usar os continuous tenses ou os simple tenses, né verdade? Mas num se avexe não. Isso é bem parecido com português até.
Continuous tenses vão ser usados para falar de ações em progresso, ainda não concluídas ou situações temporárias. Enquanto os simple tenses se referem a ações de rotina e situações permanentes. Veja:
A: What do you do?
B: I'm a lawyer. But I'm not working at the moment.
A: Where do you live?
B: I live in Rio de Janeiro, but I'm living in NYC this semester. I'm taking an English course here.
Quando você se referir ao passado, a coisa é parecida. O past continuous se refere geralmente a algo que estava acontecendo em determinado ponto no tempo. O simple past se refere a algo que aconteceu em determinado ponto no tempo. É muito comum usar o past continuous para situar um evento narrado no simple past.
I was watching TV when my mother arrived.
While I was cooking dinner, I cut my finger.
I was taking a shower when the telephone rang.
I met her while I was working in Chicago.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Movies and Readers - Anyone
Já falei de readers e de movies algumas vezes aqui. Talvez eu vá me repetir, mas parafraseando os propagandistas nazi-fascistas, uma mentira dita 100 vezes torna-se verdade. E acho que uma verdade inconveniente deve ser dita 1000 vezes para ser aceita.
Bom, vamos lá.
How To Use Movies To Improve Your English
(talkers and thinkers, especially)
O segredo está na repetição. Cada vez que você assiste de novo seja lá o que for que você estiver assistindo, você aprende algo novo. Quando eu estudava inglês, eu chegava a assistir filmes com um bloquinho de notas para anotar expressões novas e exemplos de frases que apresentassem estruturas com as quais eu tinha dificuldade. Acho que talvez isso já tenha sido uma atitude extrema da minha parte. Porém, é como dizem, situações de desespero exigem atitudes desesperadas.
Procure um filme que você já conheça e selecione uma cena de no máximo 10 minutos. Os melhores filmes para esse tipo de atividade são as comédias românticas. Nesse tipo de filme você encontra bastante diálogo sobre um tema universal: love.
Para trabalhar esses 10 minutos de filme, faça o seguinte:
1. Watch the movie
Assista o filme, especialmente se você nunca tiver assistido, com legendas em português ou mesmo dublado. Essa primeira etapa serve para você se familiarizar com a história.
2. Subtitles in English
Depois que você já conhece o filme, você começa a estudar. Coloque as legendas em inglês e assista os 10 minutos que você escolheu para treinar. Não se preocupe em entender tudo. O interessante aqui é focar na história e, no máximo, em estruturas que você já domine. Dessa forma, você pode começar a identificar em que situações essas estruturas são utilizadas, tornando-as assim mais reais e menos teóricas.
3. No Subtitles
A partir de agora, você, na verdade, vai variar. Continue trabalhando os mesmo 10 minutos. Ora você coloca as legendas em inglês, ora em português, ora sem legenda nenhuma. É importante praticar sem legenda para você "desmamar". Se ficar insistindo em assistir só com as legendas em inglês, você vai estar fazendo atividade de leitura simplesmente. Se é isso que você quer (ler), leia abaixo.
How To Use Readers
(beginners, talkers and thinkers)
A primeira coisa a saber é que você vai quebrar o livro em partes. Os readers normalmente não têm capítulos muito longos. Ou seja, você pode usar essa quebra que já existe para trabalhar. No caso de ser uma leitura mais densa, quebre página por página. Uma vez que você decidiu qual quebra vai fazer, trabalhe assim.
1. Read it
Leia o capítulo ou a página. Aqui é o momento de você se familiarizar com a história (parecido com a primeira etapa de quando você trabalha com filmes). Nesse momento, foque apenas no enredo. As palavras que você não conhecer, por enquanto, devem ser ignoradas (a não ser que elas sejam essenciais para a compreensão da história). Você pode também tentar entender essas palavras pelo contexto. Esse exercício é muito importante. Encare de frente.
2. Read and Listen
A maioria dos readers decentes de hoje em dia já incluem um cdzinho com a história. Aqui você vai reler a história acompanhando-a com o cd. Você vai treinar seu listening e a sua pronunciation aqui.
3. Listen
Na terceira etapa, feche o livro. E ouça a história. Fique na história. Às vezes acontece comigo de eu estar ouvindo alguma coisa e me desligar, me desconcentrar. Se isso acontecer com você também, pare, volte e comece de novo.
4. Listen and Repeat (reading is optional)
Aqui você vai ouvir a história e dar pause para repetir as frases. Você pode quebrar as frases mais longas e/ou mais complexas. Mas seja rigoroso consigo mesmo. Imite a maneira com que a voz da gravação lê as frases, não se limite a repetir. Você pode fazer esse exercício com o livro aberto. Em alguns casos, isso te ajuda a concentrar. Por outro lado, percebo que às vezes ler a frase escrita dificulta o desenvolvimento da pronúncia. Julgamos o que estamos lendo pelos olhos da nossa língua materna. Esteja atento a isso e descubra o que funciona melhor para você.
Parece muita coisa para fazer, né? De fato, se alguém te disse que aprender uma língua estrangeira era uma tarefa simples, ou essa pessoa era um gênio ou ela te enganou. Tudo que tem valor só é alcançado com algum esforço.
Mas também não é uma tarefa de Hércules. Você não precisa fazer tudo que sugeri acima todos os dias. O importante, como já disse em outros posts, é a regularidade, e não a quantidade de horas que você dedica por dia. Então, escolha uma atividade para cada dia, mas seja firme, disciplinado (ou disciplinada). Se você trabalhar com essas atividades entre 10 e 20 minutos por dia, você sentirá um desenvolvimento real a médio prazo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Readers - Anyone
Acho que já falei de readers aqui. Mas não custa falar de novo.
Readers são aqueles livrinhos desenhados para quem está aprendendo inglês.
Sempre que alguém me pergunta: "O que posso fazer para me desenvolver mais rápido? Como posso melhorar o uso de estruturas? Como posso aprender a usar o Present Perfect? Como faço pra entender esses malditos phrasal verbs? Como vou saber que preposition usar, at, on ou in?"
A resposta para todas essas perguntas é a mesma: se coloque em contato com a língua.
Ser um aluno assíduo, estar presente em todas as aulas, não é o bastante. E, cá entre nós, tem muita gente que nem na aula vai e ainda acha que vai aprender, né? Mas reafirmo, estar presente nas aulas não é o bastante. Tem que treinar em casa, tem que fazer homework e tem que buscar toda e qualquer oportunidade de estar em contato com a língua.
E, pra quem mora em um país onde o inglês não é a língua falada e ensinada nas escolas, os readers são uma belíssima mão na roda.
Seu professor de inglês já deve ter pedido (ou mandado) você ler algum reader. Mas não espere ele pedir. Corre atrás. O lucro é todo seu.
Mas aí o cara me pergunta: "Mas qual reader devo ler?"
E eu respondo: "Depende."
Depende do seu gosto, depende da sua disposição, mas, acima de tudo, depende do que você já está apto a fazer com a língua.
Ler um reader muito fácil vai te entediar e você rapidinho larga ele num banco de praça.
Ler um reader muito difícil, vai te estressar, te frustrar e você rapidinho faz uma fogueira com ele.
Então tem que escolher baseado nisso.
Agora, pra quem não tem o hábito de ler nem em português, eu sugiro começar com alguma coisa um pouco mais leve, um pouco mais fácil do que seria o ideal. É que nesse caso, você tem duas habilidades pra treinar: uma é o inglês e a outra é ler mesmo.
Mas com força, fé e coragem, independentemente de você ser um ávido leitor ou não, você vai se beneficiar muito da leitura de readers.
Agora, como tudo o mais, tem que virar um hábito. Ler um livro a cada ano bissexto só serve pra deixar a consciência menos pesada.
Ó, os readers que eu mais gosto são os da McMillan e os da Penguin. Nos links abaixo, você pode acessar os testes que essas editoras oferecem e descobrir qual o nível se encaixa com o que você já domina do inglês.
Let's do this thing!
Penguin
McMillan
E o melhor de tudo é que as duas editoras costumam oferecer os readers com um cdzinho de áudio pra você também ouvir a história e treinar listening e pronunciation.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Are you making mistakes fluently? - anyone
Um dos meus queridos alunos me pediu dicas para melhorar a fluência em casa, sozinho. É muito difícil mesmo fazer isso. Para falar bem o ideal é ter sempre oportunidades de falar. Mas há sim muitas coisas que você pode fazer em casa, sozinho, de maneira a tirar melhor proveito das oportunidades que tiver. Veja aí o que eu escrevi pra esse meu aluno.
Uma outra coisa é diversificar. Tentar trabalhar diferentes habilidades em casa e tentar se expor ao máximo ao inglês. Por exemplo, se você só puder praticar 30 minutos por dia, sugiro que tente trabalhar algo diferente a cada dia. Na segunda, você assiste um trecho de um filme por exemplo (ou de um seriado); na terça, você faz exercícios na gramática; na quarta, retorne ao filme; na quinta, leia um trecho de um livro... E assim você monta a semana.
Esteja atento àquilo que você acredita que precisa melhorar. Você diz que sente que sua fluência é o que mais te preocupa. Existem muitas coisas diferentes que vão fazer você melhorar sua fluência. O momento da sala de aula, certamente é o mais clássico. Fala, fala, fala que uma hora alguém te entende. Mas existem várias coisas que você pode fazer em casa sozinho pra te ajudar a se soltar com mais confiança durante as aulas ou em qualquer outra situação de conversação.
1. Filmes: assistir a filmes e seriados. Esteja atento às expressões novas. Assista a mesma coisa várias vezes. Perceba as frases que os personagens usam e tente imaginar situações reais de sua própria vida em que aquelas frases poderiam ser também utilizadas. E pratique, nem que sozinho, na frente do espelho.
2. Leitura: eu me canso de dizer que a leitura está sendo menosprezada, não só para estudantes de línguas. É tão raro alguém que lê um livro hoje em dia que não seja de auto-ajuda, espiritismo ou técnico. A leitura de romances (e aqui me refiro ao gênero literário, histórias mais longas que lidam com os dramas de um ou mais personagens) te faz mergulhar dentro da língua e, a médio prazo, faz com que sua fluência se desenvolva consistente e permanentemente. Quando estiver lendo, procure adotar a mesma estratégia indicada para filmes: perceba as estruturas através das frases e tente aplicá-las ao seu dia-a-dia.
3. Cds de inglês: revisite os CDs dos cursos que você já fez, principalmente quando existem diálogos.
3. Cds de inglês: revisite os CDs dos cursos que você já fez, principalmente quando existem diálogos.
Obviamente, isso só vai gerar os resultados desejados se você fizer dessas atividades um hábito para toda a vida (ou pelo menos enquanto você não mora num país de língua inglesa).
Abraços a todos,
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Rule #1: smoking is strictly forbidden!
Vamos colocar os pingos nos i's.
Checking if something is allowed. --> Use CAN ou MAY*
(Isso é permitido?)
A: Can I ask you a question?
B: Sure.
A: Can I use your car tonight?
B: I'm sorry, I'm going to drive my girlfriend home after class.
A: Mr. Wilson, may I go to the bathroom?
B: No, Tommy, you may not. Finish your assignment.
A: Can I smoke in here?
B: Please don't! But you can smoke outside, in the parking lot.
A: Dad, can I go to the beach with my friends on the weekend?
B: Who exactly are your friends, Liz?
A: Well, you know.
B: As a matter of fact, I don't.
A: You know, dad, Tara, Susie, Christine... Brad...
B: I'm sorry, Liz. You're too young. You can't go to the beach with your boyfriend.
Checking if something is necessary. --> Use HAVE TO.
(Isso é necessário/obrigatório?)
A: Do the students have to wear a uniform here?
B: Yes, they do. It's for their own protection.
A: Do you have to get up early every day?
B: Yes, I do. I have to be in the office by 8 o'clock.
A: Do I have to get a dictionary?
B: Well, you don't have to, but you definitely should get one. And make sure it's an English-English dictionary.
A: Why is Ted leaving?
B: He has to be home before midnight. His parents are really tough.
Checking if something is advisable. --> Use SHOULD.
(Isso é uma boa idéia?)
A: Look, Liz gave me her phone number. Should I call her?
B: Well, she gave you her phone number. I think you should call her.
A: My co-workers always surf the web during office hours. Do you think I should talk to my boss about it?
B: I think you should talk to them first. Maybe it's not a big problem. Maybe it doesn't interfere with their work.
A: I bumped into a car in the parking lot last week. I was talking on the phone.
B: You should be more careful when you drive. It seems you crash your car almost every week!
A: My English hasn't been improving lately.
B: You should study a little more.
A: I'm too stressed out. I can't concentrate.
B: Man, you should definitely go on vacation.
Saying something is forbidden --> Use CAN'T
(Isso é proibido.)
A: Hey, you can't smoke in here!
B: Sorry, I'll put it out.
A: I can't come with you guys to the bar tonight.
B: Why not?
A: I have to write a huge law paper.
A: You can't talk in here. This is a library!
B: Sorry, we won't talk anymore.
C: We promise!
A: It's so unfair. Girls can wear skirts, but I can't wear shorts to work.
B: Well, we can't pee standing. So I guess we're even.
Saying something is optional --> Use DON'T HAVE TO
(Isso fica a seu critério. Se quiser fazer, você faz. Se não quiser, não faz. Cada um com seus problemas e eu não tenho nada a ver com isso. :P)
A: Do I have to bring something for your mother when I come for dinner on Friday?
B: You don't have to bring anything. She would love it if you brought a bottle of red wine, though.
A: Let me do the dishes for you.
B: Oh, you don't have to do that, honey.
A: You don't have to cook dinner for me, but you do it every Friday anyway.
B: Because I love you, sweetpea.
A: Who were you talking to on the phone earlier? Sorry! You don't have to tell me that. I'm being invasive.
B: No, darling, it's okay. I know I don't have to tell you, but I want to. I want to tell you everything.
* Eu já vi pessoas que preferem que o MAY seja sempre usado para pedir permissão. Especialmente pessoas mais maduras, mais conservadoras. O que se percebe no dia-a-dia, no entanto, é que o CAN acaba roubando a cena.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Help - Beginners
Quando o cabra começa a aprender inglês, ele se estranha com esses tais auxiliary verbs. E não é de se estranhar? A gente não tem do's e don't's em português.
E aí eu só tenho uma dica pra te dar, cabra! Tem que praticar.
- Moral do dia -
Estranho é igual sabonete: quanto mais você usa, menor ele fica.
Pára de brigar com o que é diferente daquilo que cê tá acostumado e "abraça a causa". Tem coisa que é assim por que Deus (Alá ou o Universo) quis assim.
E olha aí um resumo da ópera:
Simple Present
Do I need this?
Do you speak English?
Does he have a car?
Does she have a boyfriend?
Does it work?
Do we need that?
Do you guys study here?
Do they live around here?
I don't think so.
You don't song very well.
He doesn't eat red meat.
She doesn't talk to strangers.
It doesn't taste good.
We don't have any time left.
You guys don't understand it.
They don't swim that well.
Simple Past
Did (pra todo mundo!)
Did I say something wrong?
Did you call me last night?
Did he go out last Friday?
Did she say anything about me?
Did it break?
Did we learn something here?
Did you guys get high?
Did they come here yesterday?
I didn't say a word.
You don't know me.
He didn't wash your car.
She didn't do the dishes.
It didn't work.
We didn't break your toy car.
You guys didn't finish your homework.
They didn't come here yesterday.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Videos! - Anyone
A pretty cool site where you can watch short movies with subtitles in English or in Portuguese.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
You gotta walk the walk - Anyone
Eu vejo muita gente procurando uma fórmula secreta pra fazer um monte de coisas: pra casar, pra ficar rico, pra aprender inglês... É, vamos falar do que estamos aqui pra discutir, né?
A verdade mesmo é que não existe fórmula. Só uma coisa é certa, cê tem que criar oportunidades de ter contato com a língua.
Tem gente que gosta de música, tem gente que gosta de ler, tem gente que gosta de cinema... e todas essas atividades podem te ajudar a desenvolver. O importante é saber separar a hora de levar a namorada pra pegar um cineminha da hora de sentar pra destrinchar um filme. Tem que ter um grau de dedicação aí!
Para um cara que ainda tá engatinhando em inglês, essas coisas não são tão fáceis. Ele vai depender muito mais da ajuda que o professor puder dar, com dicas, com exercícios extras. Mas até esse cara precisa lembrar que a responsabilidade tá na mão dele. Se você ainda não consegue ler um livro em inglês, releia o que você trabalha na sua aula, refaça exercícios. O lance é estar em contato com a língua o tempo todo.
Pra galera com alguma bagagem, assistam Spider Man! Lembra o que o Uncle Ben fala para o Peter Parker: com grandes poderes surgem grandes responsabilidades. Quanto mais você se desenvolve, mais você é o responsável pelo seu desenvolvimento.
E nunca hesite em pedir ajuda pra quem tá na sua frente. Pode ser seu professor, mas também um amigo que sabe mais inglês que você. Quem já passou pelo que você está passando, pode certamente te mostrar alguns atalhos.
Mas, o mais importante de tudo isso é o seguinte: cê tem que querer e fazer por onde. Você pode estudar nas melhores escolas do Brasil e do mundo, mas se você não fizer a sua parte, não tem santo que te ajude, viu? Não tem fórmula, mas certamente, existem algumas coisinhas que funcionam pra todo mundo: ser assíduo e fazer a tarefa de casa.
p.s.: You gotta walk the walk. - No filme Full Metal Jacket (Nascido para Matar) de Stanley Kubrick tem uma cena muito legal quando dois soldados se estranham e começam a se peitar. Quando um deles (o Joker) dá uma resposta espertinha no outro (Animal Mother), esse outro pergunta pra ele: "You talk the talk. But do you walk the walk?" Minha interpretação (e outras sempre serão bem vindas), "cê fala bem, mas cê tem atitude?"
domingo, 21 de junho de 2009
Gotta Go! - Anyone
Então, às vezes algumas pessoas me perguntam sobre o tal do "have got" com sentido de "have" (posse ou necessidade).
Não tem nada de mais. Olha aí.
Tanto faz eu dizer:
I have to go now.
ou
I've got to go now.
I have a car
ou
I've got a car.
Às vezes acontece de você ver um tal de "gotta" e não entender. É só uma corruptela, uma transformação que a estrutura sofre com o uso. Muito mais comum em linguagem falada, informal. E só acontece quando a estrutura é seguida de verbo, ou seja, com sentido de necessidade.
Tanto faz:
I've got to go now.
ou
I gotta go now.
ou, mais informal ainda (ou com mais pressa!), omitindo o sujeito
Gotta go.
Oh, look at the time! Gotta get up early, tomorrow. Gotta go!
Welcome!
Resolvi criar esse blog para ter um espaço de troca de idéias e experiências com meus alunos ou qualquer outra pessoa que esteja estudando inglês. Everybody is welcome. Tô aceitando de tudo, viu? Sugestões, críticas, desabafos... sharing is caring! LOL
Vou escrever em português na maioria das vezes para tornar a coisa mais acessível. Mas vou nivelar os posts em:
Beginner - Para os virgens. Anyone can read it.
Talker - Para quem já consegue se virar se cair de para-quedas num país de língua inglesa que não seja o de Gales (Wales).
Thinker - Para aqueles que já conseguem filosofar em inglês.
Além disso, aqui do lado direito, você vai ver uma sessão chamada ARQUIVO, onde você pode escolher o que quer ler pela data em que foi publicado. Sugiro que você comece do começo.
Você também pode escolher por ASSUNTO. É só clicar.
Remember, let's work together like a beautiful family!
LOL = Laugh Out Loud (seria a versão em inglês para o nosso rs de risos, got it?)
p.s.: Ah, e se você ficou curioso pra entender o por quê do nome do blog, azar o seu. Agora se ficou curioso pra entender o que significa, clique aqui.
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