Pense nisso:

Estranho é igual sabonete: quanto mais você usa, menor ele fica.


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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Are you ready?

Ultimamente muita gente tem me perguntado sobre provas e exames com certificação internacional.  FCE, TOEFL, CPE, etc... Em geral, as pessoas querem saber se estão prontas para fazer algum desses testes. Então resolvi postar aqui um endereço bacana que descobri passeando pelo site da Universidade de Michigan onde existe um teste rápido online e gratuito para você ter uma idéia do que você é capaz de fazer. É óbvio que, se você pretende começar a estudar, você deve passar por uma entrevista oral também, que vai confirmar seu nível ou ver se, de repente, sua produção oral está além (ou aquém) do nivelamento feito por escrito. Mas esse testezinho é muito eficiente para avaliar sua intimidade com a língua (tem inclusive uma parte de listening).

Clica aí:

Teste Escrito
Teste de Compreensão Auditiva (listening)

Para você ter uma idéia melhor do que esse teste te diz, é importante você conhecer, ainda que minimamente, o Common European Framework (CEFR). O site oficial está aqui. Mas, na Wikipedia, tem uma explicação bastante didática (clique aqui para ver a página). Em todo o caso, eu resumo a idéia aqui.

O CEFR é uma referência baseada em uma longa pesquisa para nivelar estudantes de línguas estrangeiras (primariamente, o inglês) de modo uniforme no mundo todo. Quando você faz um exame para certificado internacional, esse exame te posiciona dentro dessa referência como um aluno A1 ou A2 (capaz de fazer um uso básico da língua, capaz de "se virar"), B1 ou B2 (um usuário independente da língua), e C1 e C2 (um usuário proficiente da língua, ou seja, alguém que é capaz de se comunicar em qualquer situação, com desenvoltura comparável à de um falante nativo). Você pode pensar assim, usando a nomenclatura corrente na maioria das escolas de inglês no Brasil: A - Básico; B - Intermediário; e C - Avançado/Fluente.

A figurinha abaixo relaciona os testes de Cambridge (os britânicos, os mais famosos) e os de Michigan (americanos) com o CEFR.


Agora, vai lá nos links que postei no início do post e descobre onde você se encaixa.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Traduction, for please!

Todo mundo que já fez cursinho de inglës já ouviu em algum momento um professor dizer que o aluno tem que aprender a pensar em inglës, não é verdade? Tem algumas escolas que são bem radicais em relação ao uso do português dentro e, até mesmo, fora da sala de aula.
Quem me conhece sabe que sou radical e teimoso com as minhas convicções pessoais e esse blog serve como uma excelente válvula de escape para eu desabafar quando minhas ideias são contrariadas. É pseudo-terapêutico, eu diria. Mas, enfim,

Nesses assunto de traduzir ou não traduzir, usar ou não o português em sala de aula, eu sou radicalmente contra radicalismos. :)

Eu concordo que o cara muitas vezes tem 1, 2 ou 3 horas por semana no máximo de aula e, dessa forma, esse pouco tempo deveria ser usado para dar ao aluno o máximo de oportunidades para ouvir a língua e praticá-la. Acredito que essa seja a idéia da maioria das metodologias sérias utilizadas hoje em dia. Só que todas as metodologias foram inventadas (ou baseadas em teorias mais antigas) desenvolvidas antes de o mundo ser como ele é hoje. Sabe o que é diferente hoje? A internet. A rede existe há bastante tempo. Lembro que a primeira vez que naveguei na internet eu tinha por volta de 15 anos, mas suas possibilidades à época não chegavam nem aos pés do que são hoje. E a internet é uma ferramenta maravilhosa para dar ao aluno aquela exposição à língua que, até à década de 90, era só possível durante a aula ou se o cara viajasse para fora. Assim sendo, é uma convicção minha que devemos ser mais flexíveis em relação ao uso do português em sala de aula, principalmente quando os alunos ainda estão no início do curso.

Além disso, tem outra coisa, nada fala tão alto a você quanto sua língua materna. Eu lembro da Carol (uma das minhas muitas ex-coordenadoras, uma das mais sérias e gabaritadas, sem dúvida) fazendo o teste com uma turma de professores e vou repetir esse teste com vocês, meus quase 5 leitores. Para isso, terei que, antecipadamente pedir desculpa em relação ao linguajar. Vamos ao teste.

Leia as seguintes frases em voz alta:
1. FUCK YOU!
2. VAI TOMAR NO CU!

Agora, com toda a sinceridade do seu coraçãozinho, foi ou não foi mais difícil dizer a segunda frase em voz alta? Isso acontece por que, por ela usar sua língua mãe, a sua associação ao que aquilo significa é muito mais imediata e intensa. E isso vale pro bem tanto quanto pro mal. Por isso eu acho que tem certas horas que, mesmo numa turma de avançado, é interessante o professor usar o português para dar um conselho, um puxão-de-orelha, esclarecer uma dúvida, enfim, quando há a necessidade de se falar ao coração do aluno.

Tudo isso que eu disse antes não quer dizer que devemos abrir as pernas. Se o contexto não for um dos citados acima, o português deve sim estar fora da sala de aula, fora do contato professor-aluno.

No entanto, existem situações na vida, como quando temos que escrever um abstract, que precisamos da tradução de uma expressão, de uma frase. E isso nunca é um trabalho fácil. Nessas horas, um dicionário bilíngue quebra um galhão. E outra ferramenta que descobri hoje, em um email enviado pela minha mãe, é um tradutor online que funciona (pelo que vi até agora) bem melhor que o Google. Segue o link:
http://mymemory.translated.net/s.php?q=a+esta%C3%A7%C3%A3o+mais+quente+do+ano&sl=pt-PT&tl=en-GB&sj=all

Ele parece funcionar melhor, de maneira mais inteligente. Mas não adianta nada ter um tradutor inteligente se o operador da máquina não acompanhar. Lembrem-se sempre de checar a tradução usando um dicionário inglês-inglês e checando os usos do termo em questão nas frases de exemplo que todo dicionário digno de nota te dá.

Traduzir alguma coisa, por si só, não é um problema. O problema é saber traduzir. Temos a tendência de traduzir palavra por palavra, principalmente quando temos pouco conhecimento da língua. Porém, a tradução só funciona se você traduzir a idéia. Ao ouvir uma frase em inglês que você precise traduzir, se faça a seguinte pergunta: Como eu diria isso em português? Por exemplo, em inglês, se diz "How are you?". E em português? Como se diz isso? Ao invés de você traduzir palavra por palavra (e traduzir: "Como está você?") coloque-se na situação em que a frase é dita e se pergunte o que você diria. Pensando assim, a melhor tradução para aquela frase seria, para mim: "Oi. Tudo bem com você?" Aproveita o espaço para comentários e me diz aí se você concorda com a minha tradução ou se você usaria outra frase, outra estrutura.

See ya! (= Até mais!)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

How to Improve your English

Na verdade, isso aqui é quase um repost. De qualquer forma, acho importante falar sobre essas coisas mais uma (ou duas) vezes. Trata-se da velha questão: O que fazer para melhorar meu inglês? Essa é uma pergunta que sobrevoa as cabeças daqueles alunos que sempre vão e voltam para a escola de inglês, especialmente os de nível pré-intermediário e intermediário.
A questão é que alunos com esse perfil geralmente parecem atingir um teto, um limite que não conseguem ultrapassar. E, pra ser sincero, dependendo de suas razões para estudar inglês, muitas vezes um nível intermediário (B1 ou B2 pelo Common European Framework) é suficiente. No entanto, talvez a maioria das pessoas que procuram uma escola de línguas precisam ou desejam mais do que isso.
Em geral, alcançar um nível pré-intermediário não é difícil. A maioria das pessoas teve algum contato com a língua inglesa na escola, assiste a filmes, tem acesso à internet, etc. E tudo isso vai ajudar aquele ou aquela que está estudando a partir do nível básico. Agora, se você quer ir além disso, precisa estar preparado para um grau de comprometimento maior. Então, vamos agora ao que de fato é o assunto desse post.

Usando Vídeos
Assistir filmes, desenhos, seriados, telejornais, programas de culinária, documentários, clipes de músicas, reality shows, enfim, qualquer coisa que envolva som e vídeo, em inglês é uma das maneiras mais eficientes de aprimorar o seu domínio da língua, principalmente no que diz respeito ao listening e ao speaking. Mas se você se enquadra na categoria dos alunos pré-intermediário que se sentem "agarrados", talvez você precise estruturar melhor a maneira como trabalha com essa ferramenta.
Não tenha pressa de terminar nada! Saboreie cada segundo do vídeo prestando atenção especial a estruturas que são: a. difíceis (tempos verbais como o Present Perfect, phrasal verbs, e preposições, por exemplo); ou b. estranhas (quando você se assustar com uma frase por ela ser tão diferente do que você diria). Nas duas situações citadas acima você deve interromper o vídeo e dedicar toda a sua atenção a entender o porquê daquela estrutura estar sendo usada e o como ela é colocada dentro de uma frase. É interessante também você buscar outros exemplos daquela mesma estrutura usando dicionários, seus livros de inglês ou a internet. Quanto mais contato com uma determinada estrutura você tiver, mais à vontade para usá-la você se sentirá.

Usando Livros
Livros, revistas, internet, qualquer material escrito... A dica é a mesma que dei acima quando falava de vídeos: atenção ao que é difícil ou estranho. A atitude também deve ser a mesma: interrompa a leitura assim que algo surgir para voltar sua atenção á a estrutura a ser estudada. A vantagem aqui é que trabalhar com o material escrito é mais fácil pois ele está paradinho na frente dos seus olhos para que você o analise.


Lembre-se que para se desenvolver, você precisa de um contato intenso com a língua. Compare seu domínio do português com o do inglês. Quantos anos você passou se expondo ao português? Quantas horas por dia? Quantos dias por semana? Agora responda com toda a sinceridade: você realmente acha que conseguirá ter um domínio do inglês pelo menos próximo ao domínio que tem do português somente assistindo a aulas 2 vezes por semana e fazendo homework?

Bom, por hoje é só. Enjoy!

domingo, 27 de maio de 2012

How?


Talvez eu devesse guardar essa idéia para uso futuro ou talvez eu devesse vendê-la. Ou talvez ela não seja tão boa assim. De qualquer forma, vai lá.
Depois dessa quase década e meia dando aula de inglês, eu cheguei à conclusão de que todas as escolas de inglês estão fazendo tudo errado. Como esse blog é direcionado aos alunos e não aos proprietários de escolas de inglês, eu posso dizer que todos os alunos também, a partir do momento em que se matriculam em escolas de inglês, estão comentendo um erro. Porém, no caso dos alunos, é compreensível, pois se eles procuram uma escola de inglês, por definição, eles não sabem a melhor maneira de aprender. Dessa forma, pagam a alguém com mais experiência no assunto para guiá-los (ou pelo menos é assim que a coisa se processa na minha cabeça).
Mas até agora não revelei minha idéia e nem disse por que os alunos e proprietários de escolas de inglês estão equivocados. O lance é o seguinte, as escolas perdem tempo ensinando inglês -- a língua em si, com suas regras e vocabulário -- aos alunos quando, na verdade, deveriam ensinar os alunos a aprender a passar pelo processo. Eu nunca ouvi falar de uma escola que reservasse um momento oficial, dentro do horário que os alunos compram, para falar sobre como aprender, como usar o material disponível, como buscar material alternativo. Vou fazer um parênteses metonímico aqui para dar a Cézar o que é de Cézar: tem alguns livros que colocam umas caixinhas em canto de página tentando dar dicas a esse respeito. Mas no fim das contas, nunca é o momento principal da aula. Fica sendo uma atividade acessória e, muitas vezes, o próprio professor não se identifica com aquilo.
Eu realmente isso que acredito, a partir de minha experiência, não só como professor, mas como aluno, e também como ser humano que tem contato com outras pessoas que aprenderam ou não inglês ao longo de suas vidas. O que nós professores precisamos ensinar é isso. Tentando resumir, é mais ou menos o seguinte, estamos ensinando um "o quê" quando, na verdade, deveríasmos estar ensinando um "como".
Agora, vou falar um pouquinho sobre o como essa idéia foi se processando na minha cabeça. Quem tem mais contato comigo, já deve ter me ouvido dizer que eu acredito muito mais no valor do esforço do que no talento inato (até mesmo questiono se isso existe mesmo). Mas, o problema, é que as pessoas tendem a ver essas palavras que citei (esforço e talento) de uma maneira meio estanque. Esforço parece requerer sofrimento. Mas não é bem isso. Por exemplo, se um cara chegasse para você hoje e pedisse para você aprender a tocar guitarra (caso você toque, imagina uma outra atividade com a qual você não tem contato), você seria capaz de comprometer a fazê-lo? Vamos pensar em alguns grandes guitarristas: Jimi Hendrix, Eric Clapton, sei lá... Pensa em alguém. Esses caras tocam (ou tocavam) muita guitarra por que tinham talento? Ou era por que eles passavam todo seu tempo de vigília tocando? É desse tipo de esforço que eu tô falando. Pensa em outra atividade aí. Qualquer outra coisa. Pensa em quem você sabe que é bom em qualquer coisa. Será que é o cara que nasceu com aquilo mesmo? Eu tenho a sensação de que o que acontece, de fato, é que, muitas vezes até por acidente,  a vida dessas pessoas, desde o começo, desde que eles são bebês, vai apresentando situações onde a oportunidade para aprender aquela atividade (ou desenvolver habilidades interessantes para a realização daquelas atividades) prevalece ou, pelo menos, surge com mais frequência na vida dessas pessoas. Isso a gente percebe também pelo fato de que a gente vê gente por aí que são considerados verdadeiros imbecis em determinadas atividades e são verdadeiros gênios em outras. Já ouviram falar de cientistas e intelectuais que não aprendem a dirigir um carro? Já ouviram falar do poeta que não sabe somar ou multiplicar? E aquelas pessoas que são verdadeiros mestres em determinada área técnica, mas não conseguem se relacionar bem com ninguém? Ou o contrário, o cara que se dá bem com todo mundo, mas não consegue seguir um manual de instruções.
Bem, é minha opinião, baseada na minha curta experiência de vida, mas acho que não só para aprender inglês como qualquer outra atividade, a gente precisa é ter contato com a tal atividade (ou com atividades mais simples, porém afins). E, para aqueles que achavam que eu jamais retornaria da minha digressão, é por isso que eu acho que as escolas estão equivocadas. Em vez de ensinar os tempos verbais, os phrasal verbs, onde coloca o at, o in e o on, a gente devia pensar em uma maneira de ensinar o aluno, treiná-lo, a criar as situações para que aquela habilidade tão almejada, no caso, falar inglês, se desenvolva. Deveríamos ensinar o "como".

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Línguas e Neuroplasticidade

Reportagem da Revista Veja do dia 21 de dezembro de 2011.
Interessa a neurocientistas, professores e estudantes de língua estrangeira e seres humanos em geral.

"Até o início dos anos 90, predominou entre os neurologistas a convicção de que o cérebro tinha sua estrutura rigidamente estabelecida já no final da infância. Eles também estavam certos de que cada região cerebral possuía uma função específica, que não poderia ser exercida por nenhuma outra parte do órgão. Por fim, acreditavam que os neurônios, as células nervosas, quando danificados, não podiam ser repostos. Com a ajuda de tecnologias como a ressonância magnética, que permitiu observar diretamente o funcionamento do cérebro, e os microelétrodos, que captam os sinais elétricos emitidos pelos neurônios durante as sinapses, confirmou-se que a forma do tecido cerebral adquirida nos primeiros anos de vida não é definitiva. Novos neurônios continuam a ser criados ao longo da vida e podem regenerar áreas lesionadas.
As consequências da descoberta da plasticidade cerebral são enormes. O fatalismo neurológico que predominou até recentemente sustentava o conceito de que o indivíduo estava, nesse aspecto, fadado a determinado destino. Quem nascia com deficiências ou limitações teria de conviver com elas até o fim da vida. Para a maioria dos adultos, era impossível aprender outra língua com proficiência. A partir disso, naturalmente se pensava que o caráter de um indivíduo era tão rígido quanto o seu cérebro. As pesquisas feitas por Doidge sobre a fisiologia do cérebro mostram uma realidade totalmente diferente: “A plasticidade afeta o cotidiano de cada um de nós – na dor crônica, no aprendizado, nos distúrbios da mente e nos vícios – e enterra qualquer vestígio de determinismo.”
Um exemplo é a tirania da língua materna. A capacidade plástica do cérebro é competitiva – como se uma querra de nervos estivesse ocorrendo o tempo todo dentro do cérebro. Quando alguém para de exercitar uma habilidade mental, o espaço reservado para essa habilidade é repassado a outra que seja praticada com mais frequência. Isso explica a dificuldade enfrentada por um adulto para aprender novas línguas. A tese convencional é que o cérebro adulto é rígido demais para adaptar sua estrutura à língua estrangeira. A visão atual é que o idioma materno domina o mapa linguístico simplesmente porque é o mais usado – ou seja, a condição é reversível em qualquer idade."

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Falar é mais difícil que escrever - Anyone

Quem já foi meu aluno já me viu dizendo isso. Existem 4 habilidade em qualquer língua: falar, escrever, ouvir e ler. Se dividirmos essas 4 habilidades em dois grupos, o primeiro sendo composto por falar e ouvir e o segundo sendo composto por escrever e ler, qual grupo é mais difícil em inglês? E se eu te fizesse a mesma pergunta em relação à sua língua nativa, o português? Qual grupo é o mais difícil?
Vou me arriscar a adivinhar as respostas que você daria a essas duas perguntas.
Em relação ao inglês: você diria que o primeiro grupo, falar e ouvir, é mais difícil que o segundo.
Em relação ao português, sua língua mãe: você diria exatamente o contrário.
Se eu acertei sua resposta, continue lendo o texto. Se eu errei, você é um extraterrestre, mas continue lendo o texto mesmo assim.
Meus amigos, por que isso acontece? Já pararam pra pensar nisso? E, se isso acontece, faz sentido você dizer: "Sabe, teacher, é que eu tenho muita dificuldade em listening."
A questão não é dificuldade, my friends. A questão é treino, é contato, é exposição, é intimidade.
O que aconteceu com o português, sua língua nativa? Você cresceu sendo estimulado a falar em português em casa. E ouvia português sendo falado o tempo inteiro ao seu redor. E quando foi para a escola aprender a escrever, as coisas eram bem diferentes e, muitas vezes, muito menos interessantes. E você não se sentiu tão estimulado a escrever e ler quanto tinha sido estimulado a falar e ouvir.
Com o inglês, é o contrário. Você entrou na escola e começou a ser exposto (isso mesmo, exposto. Pouquíssimas pessoas foram, de fato, ensinados na escola.) ao inglês escrito. E houve alguma pressão para que você escrevesse alguma coisa também. De fato, o mundo ao nosso redor nos bombardeia com palavras em inglês escritas ou pronunciadas erroneamente. Não é verdade? Quando somos expostos ao inglês falado? Quando assistimos a um filme. É, isso é verdade. Mas quantas horas da sua semana você gasta assistindo filmes? Bem poucas comparado ao tanto de horas que você está fazendo qualquer outra coisa. Música? Digo o mesmo, com um agravante: não precisamos entender o que diz a letra de uma música para curtir o som que ela produz.
Então, Onde eu quero chegar com todo esse blablablá???
Quero dizer pra vocês que está na mão de vocês inverter essa balança. Se a sua dificuldade é ouvir e falar é justamente aí que você tem que dedicar mais tempo, mais energia.
Mas como? Esse assunto para outro post.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Facebook? Orkut? Nada disso!

É pra você que adora frequentar orkut e facebook e ficar cuidando da vida alheia... Deixa disso! Vai fazer alguma coisa útil com o tempo de internet que cê tem. Por exemplo, que tal aprender inglês. Tem um sitezinho que simula um facebook da vida mas cujo propósito é permitir que seus membros ensinem línguas uns aos outros. Funciona mais ou menos assim:
- O sujeito A fala inglês e espanhol e quer aprender português.
- O sujeito B fala espanhol e português e quer aprender inglês.
O sistema bota os dois caras em contato e um ensina o que sabe pro outro. Massa, né?
Então, vai lá.

terça-feira, 20 de julho de 2010

The World Is Our Classroom

Para os meus quase três leitores, a essa altura do campeonato, vocês já devem estar sabendo que estou de mudança para Divinópolis, para navegar em outra área do conhecimento que muito me instiga, e assim vou ter que dar uma paradinha com as minhas aulas.
Então quis dar uma passadinha aqui para dizer algumas palavrinhas especiais, em especial àqueles alunos especiais que, como eu, ficaram com um sentimento ambíguo em face dessa notícia de última hora.
Em primeiro lugar, isso não é um adeus, é um até logo. Cês têm meu email (se não tem, anota aí bruno79guima@gmail.com) e o endereço do blog (que continua rolando desde que cês me ajudem com idéias). E provavelmente eu continue dando aula pelo menos para os meus primos.
Em segundo lugar, quero deixar um trem marcado na cabeça d'ocês: The World Is Our Classroom!
Eu sempre insisto nessa coisa de que o que mais importa para você aprender inglês é a frequência com que você se mantém em contato com a língua. Lembrem-se disso! A sala de aula é um momento de aprendizado. Mas está longe de ser o único. De fato, se você acredita que a sala de aula é o único lugar onde você estuda, eu não preciso nem jogar praga, você não vai aprender inglês! Pode observar os aprendizes de língua (ou de qualquer outra coisa) bem sucedidos que você conhece. Às vezes o cara nem faz homework (não siga esse exemplo!), mas ele certamente cria maneiras (muitas vezes pouco ortodoxas) de estar em contato com a língua, sempre praticando, procurando aplicar o que vê em sala de aula ao dia-a-dia.
E outra coisa, para aqueles que estão se sentindo órfãos, quando você estiver naquela dúvida de onde estudar, com que professor, etc... Bem, existem mil teorias, mil estilos e métodos. Existem mil maneiras de preparar Neston... Mas o que vejo que funciona mesmo é quando a escola e/ou o professor acreditam em si mesmos e nos alunos.
Sabe, já viu bons cozinheiros cozinhando? Todos eles têm um estilo próprio, um segredinho. O Jamie Oliver não lava as mãos, por exemplo. A mesma coisa com professores. Existem professores de todos os tipos e tamanhos e nos mais variados frascos e apresentações. E todas essas características não dizem absolutamente nada sobre o quão bom eles são. O que vocês podem ter certeza que faz a diferença é quando o professor tá a fim de estar ali, acredita no que ele tá te passando e acredita na capacidade do aluno de absorver o que ele tá passando.
É isso, galera. See you soon!

terça-feira, 6 de julho de 2010

I love U - anyone

Sou só eu ou é meio confuso soletrar em inglês? Bom, eu tenho uma dica. Às vezes, a gente não lembra como dizer o nome da letra, em especial as vogais, mas há frases e expressões que nos ajudam.

A - como pronuncia ABC em inglês?
E - pensa nisso: E-mail (mas não pode falar como paulista, pois eles dizem "ê-mail", aí não dá certo.)
I - I love U
U - I love U2
Y - Why? ou então lembra do pessoal da minha terra: uai, sô?!

Ah, e lembrem-se, enquanto em português a gente costuma dizer "Como é que escreve?" em inglês se diz "How do you spell that?"

nota: esses dias um aluno me disse que o "uai, sô" do mineiro é uma corruptela (uma transformação/deformação pelo uso) do "Why, sir?" do inglês. Não sei se é verdade, mas a história é boa pra contar em boteco.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Verb Patterns - Anyone

Se você estuda ou estudou inglês, eu tenho certeza que você já passou por isto. Você ouve ou lê uma frase e pensa assim: "Caracas! Eu jamais diria essa frase desse jeito!"
Isso é por que você é falante nativo de uma outra língua que não o inglês. Cada língua tem sua particularidade em relação a como as estruturas são formadas, como as frases são construídas. E você se torna realmente fluente em uma língua, quando tem um bom arsenal de frases prontas na cabeça. As pessoas costumam dizer que pra saber uma língua tem que ter vocabulário, tem que saber o que as palavras significam. Isso ajuda, obviamente. Mas a palavra sem contexto não diz nada.
Te provo isso com uma pergunta: você alguma vez na vida já disse ou escreveu uma frase na sua língua nativa totalmente original? Já criou uma frase que ninguém tinha usado antes?
Olha, se você não é o João Guimarães Rosa, a sua resposta certamente será não. Isso por que a gente aprende a falar imitando o que a gente ouve a nossa volta. Com a nossa língua mãe, isso acontece quando a gente é bem pequeno. Você começa a entender alguma coisa já na barriga da sua mãe (só reconhece o tom de voz nessa época). Depois, com dois ou três começa a falar tudo o que ouve. Nessa época a mãe fica tentando controlar o que a criança ouve, por que sabe que o moleque vai repetir depois.
Então, quando você se deparar com uma frase dessas, que faz você parar para pensar, quando você se surpreender com alguma estrutura, levante as mãos para o céu e agradeça: você está sendo apresentado a uma oportunidade de aprendizado única.
E como lidar com essas frases. Bom, só de você parar para pensar na frase já é um começo. Mas eu não escreveria este texto comprido só pra dizer isso, né?
Faça assim, perceba o padrão apresentado pela estrutura e depois tente criar uma frase partindo daquele padrão. Vou usar uma estrutura que a galera costuma achar estranha pra exemplificar.

Como você traduziria a seguinte frase para o inglês?
"Eu quero que você limpe seu quarto."

resposta: "I want you to clean your room."
Então, olha pra frase de novo e percebe como o verbo se relaciona com as outras palavras, formando uma estrutura mais ou menos fixa.

I want you to clean your room.
o padrão aqui é:
want s.o. to do s.th.
[s.o. = someone (alguém), s.th. = something (alguma coisa, do s.th. = fazer alguma coisa)]

Daí a gente pode tentar criar outras frases.
"Você quer que eu faça seu dever de casa?"
"Do you want me to do your homework?"

"Eu quero que ela me ligue."
"I want her to call me."

Vamos tentar com outra estrutura.
"Posso te fazer uma pergunta?"
"Can I ask you a question?"

Achou o padrão?
ask s.o. s.th
Perceba que, nessa estrutura, o verbo ask significa perguntar ou fazer uma pergunta. Isso reforça o que eu disse antes, a palavra só tem sentido dentro de uma frase, dentro de um contexto. Veja.
"Vou pedir dinheiro pro meu pai."
"I'm gonna ask my dad for some money."

Achou o padrão?
ask s.o. for s.th.
E olha aí! Nesse caso o verbo ask quer dizer pedir.
Esse último exemplo é muito bom também pra você perceber como às vezes, de uma língua pra outra, a ordem muda. Ao invés de "chutar" como a coisa funciona, esteja atento aos exemplos e imite-os nas suas frases.

Vamos pra outra.
"Vou comprar um presente pra minha mulher."
"I'm going to buy my wife a present."
buy s.o. s.th.
Pra essa frase, você também poderia dizer...
"I'm going to buy a present for my wife."
buy s.th. for s.o.
Mas a primeira é bem mais comum.

E essa?
"Eu vou comprar pra ela."
"I'm going to buy it for her.
buy it for s.o.
Em inglês, não se omitem termos com a mesma frequência que o fazemos em português.

Agora, cê não tava achando que eu ia colocar toda combinação possível aqui, né? Tô passando a batata pra você. Comece a fazer isso com as frases com a qual você encontrar por aí, na sua aula, no seu trabalho, no seu reader, em um filme...

Have fun!

terça-feira, 23 de março de 2010

Moe's Tavern - Anyone

Em filmes em inglês, você já deve ter visto um bar ou um restaurante cujo nome tinha um "apóstrofe s". Como no desenho dos Simpsons. Tem um personagem que chama Moe. E ele é dono de bar. Como chama o bar do Moe?

Moe's!

Esse "apóstrofe s" não é uma contração do verb to be. Ele indica posse. Veja:

The Genitive Case
Use a noun and 's to indicate possession.

- That's Jack's laptop.
(That's his laptop.)
Attention: In the sentence above, the first 's is the contracted form of verb to be. Pay attention to the sentence structure to notice if you have verb to be or the genitive case. A genitive case structure can always be replaced by a possessive adjective.
- My father's car's a Honda.
(His car's a Honda.)
- My girlfriend's hair smells like roses.
(Her hair smells like roses.)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

What's going on? - Anyone

Às vezes a gente fica sem saber se deve usar os continuous tenses ou os simple tenses, né verdade? Mas num se avexe não. Isso é bem parecido com português até.

Continuous tenses vão ser usados para falar de ações em progresso, ainda não concluídas ou situações temporárias. Enquanto os simple tenses se referem a ações de rotina e situações permanentes. Veja:

A: What do you do?
B: I'm a lawyer. But I'm not working at the moment.

A: Where do you live?
B: I live in Rio de Janeiro, but I'm living in NYC this semester. I'm taking an English course here.

Quando você se referir ao passado, a coisa é parecida. O past continuous se refere geralmente a algo que estava acontecendo em determinado ponto no tempo. O simple past se refere a algo que aconteceu em determinado ponto no tempo. É muito comum usar o past continuous para situar um evento narrado no simple past.

I was watching TV when my mother arrived.

While I was cooking dinner, I cut my finger.

I was taking a shower when the telephone rang.

I met her while I was working in Chicago.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Readers - Anyone

Acho que já falei de readers aqui. Mas não custa falar de novo.
Readers são aqueles livrinhos desenhados para quem está aprendendo inglês.

Sempre que alguém me pergunta: "O que posso fazer para me desenvolver mais rápido? Como posso melhorar o uso de estruturas? Como posso aprender a usar o Present Perfect? Como faço pra entender esses malditos phrasal verbs? Como vou saber que preposition usar, at, on ou in?"
A resposta para todas essas perguntas é a mesma: se coloque em contato com a língua.
Ser um aluno assíduo, estar presente em todas as aulas, não é o bastante. E, cá entre nós, tem muita gente que nem na aula vai e ainda acha que vai aprender, né? Mas reafirmo, estar presente nas aulas não é o bastante. Tem que treinar em casa, tem que fazer homework e tem que buscar toda e qualquer oportunidade de estar em contato com a língua.

E, pra quem mora em um país onde o inglês não é a língua falada e ensinada nas escolas, os readers são uma belíssima mão na roda.

Seu professor de inglês já deve ter pedido (ou mandado) você ler algum reader. Mas não espere ele pedir. Corre atrás. O lucro é todo seu.

Mas aí o cara me pergunta: "Mas qual reader devo ler?"
E eu respondo: "Depende."

Depende do seu gosto, depende da sua disposição, mas, acima de tudo, depende do que você já está apto a fazer com a língua.

Ler um reader muito fácil vai te entediar e você rapidinho larga ele num banco de praça.
Ler um reader muito difícil, vai te estressar, te frustrar e você rapidinho faz uma fogueira com ele.

Então tem que escolher baseado nisso.

Agora, pra quem não tem o hábito de ler nem em português, eu sugiro começar com alguma coisa um pouco mais leve, um pouco mais fácil do que seria o ideal. É que nesse caso, você tem duas habilidades pra treinar: uma é o inglês e a outra é ler mesmo.
Mas com força, fé e coragem, independentemente de você ser um ávido leitor ou não, você vai se beneficiar muito da leitura de readers.
Agora, como tudo o mais, tem que virar um hábito. Ler um livro a cada ano bissexto só serve pra deixar a consciência menos pesada.

Ó, os readers que eu mais gosto são os da McMillan e os da Penguin. Nos links abaixo, você pode acessar os testes que essas editoras oferecem e descobrir qual o nível se encaixa com o que você já domina do inglês.
Let's do this thing!

Penguin
McMillan
E o melhor de tudo é que as duas editoras costumam oferecer os readers com um cdzinho de áudio pra você também ouvir a história e treinar listening e pronunciation.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Are you making mistakes fluently? - anyone

Um dos meus queridos alunos me pediu dicas para melhorar a fluência em casa, sozinho. É muito difícil mesmo fazer isso. Para falar bem o ideal é ter sempre oportunidades de falar. Mas há sim muitas coisas que você pode fazer em casa, sozinho, de maneira a tirar melhor proveito das oportunidades que tiver. Veja aí o que eu escrevi pra esse meu aluno.

Para você tirar melhor proveito do curso, o primeiro passo é criar uma rotina de estudos regular. Obviamente, vão haver dias em que você terá que quebrar aquela rotina (como às vezes você tem que faltar aulas), mas o importante é você levar o plano de estudos tão a sério quanto a aula.
Uma outra coisa é diversificar. Tentar trabalhar diferentes habilidades em casa e tentar se expor ao máximo ao inglês. Por exemplo, se você só puder praticar 30 minutos por dia, sugiro que tente trabalhar algo diferente a cada dia. Na segunda, você assiste um trecho de um filme por exemplo (ou de um seriado); na terça, você faz exercícios na gramática; na quarta, retorne ao filme; na quinta, leia um trecho de um livro... E assim você monta a semana.
Esteja atento àquilo que você acredita que precisa melhorar. Você diz que sente que sua fluência é o que mais te preocupa. Existem muitas coisas diferentes que vão fazer você melhorar sua fluência. O momento da sala de aula, certamente é o mais clássico. Fala, fala, fala que uma hora alguém te entende. Mas existem várias coisas que você pode fazer em casa sozinho pra te ajudar a se soltar com mais confiança durante as aulas ou em qualquer outra situação de conversação.

1. Filmes: assistir a filmes e seriados. Esteja atento às expressões novas. Assista a mesma coisa várias vezes. Perceba as frases que os personagens usam e tente imaginar situações reais de sua própria vida em que aquelas frases poderiam ser também utilizadas. E pratique, nem que sozinho, na frente do espelho.

2. Leitura: eu me canso de dizer que a leitura está sendo menosprezada, não só para estudantes de línguas. É tão raro alguém que lê um livro hoje em dia que não seja de auto-ajuda, espiritismo ou técnico. A leitura de romances (e aqui me refiro ao gênero literário, histórias mais longas que lidam com os dramas de um ou mais personagens) te faz mergulhar dentro da língua e, a médio prazo, faz com que sua fluência se desenvolva consistente e permanentemente. Quando estiver lendo, procure adotar a mesma estratégia indicada para filmes: perceba as estruturas através das frases e tente aplicá-las ao seu dia-a-dia.
3. Cds de inglês: revisite os CDs dos cursos que você já fez, principalmente quando existem diálogos.

Obviamente, isso só vai gerar os resultados desejados se você fizer dessas atividades um hábito para toda a vida (ou pelo menos enquanto você não mora num país de língua inglesa).

Abraços a todos,

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rule #1: smoking is strictly forbidden!

Vamos colocar os pingos nos i's.

Checking if something is allowed. --> Use CAN ou MAY*
(Isso é permitido?)

A: Can I ask you a question?
B: Sure.
A: Can I use your car tonight?
B: I'm sorry, I'm going to drive my girlfriend home after class.

A: Mr. Wilson, may I go to the bathroom?
B: No, Tommy, you may not. Finish your assignment.

A: Can I smoke in here?
B: Please don't! But you can smoke outside, in the parking lot.

A: Dad, can I go to the beach with my friends on the weekend?
B: Who exactly are your friends, Liz?
A: Well, you know.
B: As a matter of fact, I don't.
A: You know, dad, Tara, Susie, Christine... Brad...
B: I'm sorry, Liz. You're too young. You can't go to the beach with your boyfriend.

Checking if something is necessary. --> Use HAVE TO.
(Isso é necessário/obrigatório?)

A: Do the students have to wear a uniform here?
B: Yes, they do. It's for their own protection.

A: Do you have to get up early every day?
B: Yes, I do. I have to be in the office by 8 o'clock.

A: Do I have to get a dictionary?
B: Well, you don't have to, but you definitely should get one. And make sure it's an English-English dictionary.

A: Why is Ted leaving?
B: He has to be home before midnight. His parents are really tough.

Checking if something is advisable. --> Use SHOULD.
(Isso é uma boa idéia?)

A: Look, Liz gave me her phone number. Should I call her?
B: Well, she gave you her phone number. I think you should call her.

A: My co-workers always surf the web during office hours. Do you think I should talk to my boss about it?
B: I think you should talk to them first. Maybe it's not a big problem. Maybe it doesn't interfere with their work.

A: I bumped into a car in the parking lot last week. I was talking on the phone.
B: You should be more careful when you drive. It seems you crash your car almost every week!

A: My English hasn't been improving lately.
B: You should study a little more.

A: I'm too stressed out. I can't concentrate.
B: Man, you should definitely go on vacation.

Saying something is forbidden --> Use CAN'T
(Isso é proibido.)

A: Hey, you can't smoke in here!
B: Sorry, I'll put it out.

A: I can't come with you guys to the bar tonight.
B: Why not?
A: I have to write a huge law paper.

A: You can't talk in here. This is a library!
B: Sorry, we won't talk anymore.
C: We promise!

A: It's so unfair. Girls can wear skirts, but I can't wear shorts to work.
B: Well, we can't pee standing. So I guess we're even.

Saying something is optional --> Use DON'T HAVE TO
(Isso fica a seu critério. Se quiser fazer, você faz. Se não quiser, não faz. Cada um com seus problemas e eu não tenho nada a ver com isso. :P)

A: Do I have to bring something for your mother when I come for dinner on Friday?
B: You don't have to bring anything. She would love it if you brought a bottle of red wine, though.

A: Let me do the dishes for you.
B: Oh, you don't have to do that, honey.
A: You don't have to cook dinner for me, but you do it every Friday anyway.
B: Because I love you, sweetpea.

A: Who were you talking to on the phone earlier? Sorry! You don't have to tell me that. I'm being invasive.
B: No, darling, it's okay. I know I don't have to tell you, but I want to. I want to tell you everything.

* Eu já vi pessoas que preferem que o MAY seja sempre usado para pedir permissão. Especialmente pessoas mais maduras, mais conservadoras. O que se percebe no dia-a-dia, no entanto, é que o CAN acaba roubando a cena.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

You gotta walk the walk - Anyone

Eu vejo muita gente procurando uma fórmula secreta pra fazer um monte de coisas: pra casar, pra ficar rico, pra aprender inglês... É, vamos falar do que estamos aqui pra discutir, né?
A verdade mesmo é que não existe fórmula. Só uma coisa é certa, cê tem que criar oportunidades de ter contato com a língua.
Tem gente que gosta de música, tem gente que gosta de ler, tem gente que gosta de cinema... e todas essas atividades podem te ajudar a desenvolver. O importante é saber separar a hora de levar a namorada pra pegar um cineminha da hora de sentar pra destrinchar um filme. Tem que ter um grau de dedicação aí!
Para um cara que ainda tá engatinhando em inglês, essas coisas não são tão fáceis. Ele vai depender muito mais da ajuda que o professor puder dar, com dicas, com exercícios extras. Mas até esse cara precisa lembrar que a responsabilidade tá na mão dele. Se você ainda não consegue ler um livro em inglês, releia o que você trabalha na sua aula, refaça exercícios. O lance é estar em contato com a língua o tempo todo.
Pra galera com alguma bagagem, assistam Spider Man! Lembra o que o Uncle Ben fala para o Peter Parker: com grandes poderes surgem grandes responsabilidades. Quanto mais você se desenvolve, mais você é o responsável pelo seu desenvolvimento.
E nunca hesite em pedir ajuda pra quem tá na sua frente. Pode ser seu professor, mas também um amigo que sabe mais inglês que você. Quem já passou pelo que você está passando, pode certamente te mostrar alguns atalhos.
Mas, o mais importante de tudo isso é o seguinte: cê tem que querer e fazer por onde. Você pode estudar nas melhores escolas do Brasil e do mundo, mas se você não fizer a sua parte, não tem santo que te ajude, viu? Não tem fórmula, mas certamente, existem algumas coisinhas que funcionam pra todo mundo: ser assíduo e fazer a tarefa de casa.

p.s.: You gotta walk the walk. - No filme Full Metal Jacket (Nascido para Matar) de Stanley Kubrick tem uma cena muito legal quando dois soldados se estranham e começam a se peitar. Quando um deles (o Joker) dá uma resposta espertinha no outro (Animal Mother), esse outro pergunta pra ele: "You talk the talk. But do you walk the walk?" Minha interpretação (e outras sempre serão bem vindas), "cê fala bem, mas cê tem atitude?"